Amin x Ivan - Um vendia até a tia libanesa o outro um grande narrador.

Blog de historiadoradiodejuizdefora :UM POUCO DA HISTÓRIA QUE VIVI E OUVI SOBRE O RÁDIO DE JUIZ DE FORA, Amin x Ivan - Um vendia até a tia libanesa o outro um grande narrador.

   Wilson Amin de Paula e Ivan Costa, correndo por fora Paulo César Magela. Este era o trio principal das narrações esportivas em Juiz de Fora nos anos 80. Depois que Costa Fereira se aposentou e Mauricio Menezes foi para o Rio de Janeiro, pouca foi a renovação. Normalmente no rádio, o narrador é o repórter que cansou de ficar tomando sol, chuva, xixi e laranjas na cabeça. E já vi acontecer que o repórter foi jogado aos leões por causa de uma bendita gripe do narrador e depois continuoi por  lá como titular ou reserva imediato. Foi assim com a maioria deles, o Ivan Costa não tenho certeza. Mas Amin e Ivan narravam em suas rádios, Ivan muito melhor, trazia mais audiência, mais anunciantes. Certa vez a Capital queria reforçar seu time. Tirou Ivan da B-3 e o trouxe para o tim da Praça João Pessoa. Mas lá estava Wilson Amin. Foi visível na apresentação o constrangimento de Amin. Afinal como dois corpos ocupar um mesmo lugar no espaço? Amin era uma excelente vendedor, vendia até a tia mais velha libanesa, Ivan por sua vez era a garantia de audiência. Mas a Capital sofria de um mal crônico: péssimo som. Mesmo assim a audîência deu uma alavancada, a equipe ficou competitiva. Amin me confidenciou: Ivan é encrenqueiro, não fica aqui por muito tempo, vou esperar. Lingua santa. Não ficou pouco tempo, mas também não ficou durante um longo período. Amin voltou ao topo, mas outros apareceram, eu mesmo, Baleia. E Amin continuou o mesmo, segurando seu espaço e não deixando os outros aparecerem um pouco mais. Boas linguas disseram que Ivan seria contratado por uma emissora da cidade. Falou demais na sala de espera. O pessoal que discutia sua contratação ficou sabendo, imediatamente descartaram o narrador. Silêncio é ouro.

http://www.sportclubjf.com.br/?page_id=318 - narração de Ivan Costa em jogo do Sport Clube

sexta 25 fevereiro 2011 07:44


O ASSASSINATO DA PRIMEIRA EMISSORA DO ESTADO

Blog de historiadoradiodejuizdefora :UM POUCO DA HISTÓRIA QUE VIVI E OUVI SOBRE O RÁDIO DE JUIZ DE FORA, O ASSASSINATO DA PRIMEIRA EMISSORA DO ESTADO

  O velho ditado diz: "cada macaco no seu galho". Então porque um médico tinha que ser dono de uma rádio? Um jornalista, radialista, a moça que serve o café no estúdio, o moço que programa a música, até a Terezinha telefonista e o Tião motorista da Industrial tinham tudo a ver com uma emissora. Nada contra o médico Juarcy Neves, empresário, de Juiz de Fora que adquiriu a Super B 3 a primeira emissora de Minas Gerais. Mas trocar o nome da emissora por Solar é de arrepiar. Neste caso, Juaracy jogou uma pá de cal na história do rádio de Minas. Quem será que deu esta infeliz idéia para ele? Seria seu gerente Sinval? Ou algum dos seus tecnocrátas, que nunca sentaram  em um estúdio e se bobear jamais ouviram a B3 AM. Em qualquer lugar do mundo a história é mantida, conservada, preservada e respeitada. Em Juiz de Fora durante os 28 anos que vivi pelos lados da avenida Sete de Setembro e o Poço Rico, sempre ao lado do Paraibuna percebi que desrespeitar a hístória era algo constante nesta cidade. Se jogaram no chão preciosidades como o colégio Stella na Rio Branco, a Casa do Bispo, entre outros prédios, trocar o nome de uma emissora que estava na boca do povo é fichinha. Coincidentemente, Juaracy também era ou é construtor, portanto,"modernidade" é marca dele. Novos prédios, novas marcas, adeus história da cidade. Não quero dizer que o empresário derrubou prédios históricos, de jeito nenhum. Mas também não faz muita questão em harmozinar o ambiente. Tanto que o galpão da Tribuna de Minas é um pé no conjunto arquitetônico do conjunto da Academia de Comércio, o Colégio Cristo Redentor nas bandas da Olegário Maciel. E quando misturamos comunicação e construção, o rádio teve papel decisivo para que a Casa D´Italia não fosse para o chão. Especuladores queriam o terreno da Rio Branco para levantar mais um espigão. O ex-prefeito Tarcisio Delgado interveio e não deixou, aproveitou o embalo e decretou o tombamento do prédio. No embalo, outros também foram preservados. Chegou tarde com relação a antigos casarões na Rio Branco, que pena.  Pena também que Tarcísio não tinha poder de tombar a tradição do rádio e tv da cidade. Talvez, hoje a Capital não teria substituído a Industrial e muito menos a Solar a Super B3. Maior desgraça do que médico comandar rádio é pastor tomar conta dos estúdios. A coisa tá feia. O inferno poderá ser pequeno para tanto pecado.

sexta 25 fevereiro 2011 06:18


O IMPAGÁVEL WALTER CORREA DE SOUZA, O CANÁRIO

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ENTRE TODOS OS DIRIGENTES ESPORTIVOS QUE CONHECEMOS E QUE SEMPRE DAVA IBOPE NO RÁDIO, O MAIS POPULAR DELE ERA O WALTER CORREA DE SOUZA, OU SIMPLESMENTE, O CANÁRIO. DONO DE UMA TRANSPORTADORA, PRESIDENTE DO TUPI. CANÁRIO CONSEGUIU MUITO MAIS QUE AGRADAR OS CARIJÓS, PROMOVEU A INTEGRAÇÃO COM SEU MAIOR RIVAL, O TUPYNAMBÁS. BAETAS E CARIJÓS TINHAM UMA RIVALIDADE DOENTIA E INSANA. COMO A QUE EXISTE HOJE, AQUI EM SÃO PAULO, ENTRE AS ORGANIZADAS, SÓ QUE PROPORCIONALMENTE BEM MENOR. O CAMINHO PARA ESTA INTEGRAÇÃO COMEÇOU LONGE DOS CAMPOS DE FUTEBOL, EM UMA QUADRA DE BOCHAS OU BOCCE EM ITALIANO. CANÁRIO, PRESIDENTE DO TUPI E LUIZ RESENDE DO BAETA TROCARAM CAMISAS UMA NOITE NO ESTÁDIO JOSÉ PAIZ SOARES, ONDE JOGAVAM UMA PARTIDA DESTE ESPORTE ENTRE OS DOIS CLUBES. EM SEGUIDA, OS BAETAS, CONSTANTEMENTE ANDAVAM COM CANÁRIO PARA BAIXO E PARA CIMA. CANÁRIO ERA UMA FIGURAÇA, CERTA VEZ CAIU COM O SEU OPALA LARANJA NO CANTEIRO DE OBRAS DA PONTE DO MANOEL HONÓRIO QUE ESTAVA SENDO AMPLIADA, SAIU ATORDOADO, CAIU DE UMA MOTO E QUEBROU A PERNA EM UMA FAZENDA. A MOTOCA PERTENCIA AO AMIGO DELE PAULO LAMBRETA. CHUTOU A MESA DO APONTADOR EM UM JOGO DE FUTEBOL DE SALÃO, QUANDO O TUPI TERIA SIDO PREJUDICADO PELO ÁRBITRO. CANÁRIO ERA CHEGADO EM UMA BIRITA, BRINCALHÃO AO EXTREMO GOSTAVA DE REUNIR OS AMIGOS. QUEM O CONHECEU OU O ENTREVISTOU SABE DO QUE ESTOU FALANDO. OS MAIS ANTIGOS COMO PAULO ROBERTO SIMÃO, PAULO CÉSAR, IVAN COSTA ENTRE OUTROS CONVIVERAM COM O CANÁRIO. INTERESSANTE, QUE POUCOS FALAM A RESPEITO DELE, OU DE OUTROS PERSONAGENS DO ESPORTE COMO FRANCISCO QUEIRÓZ CAPUTO, PAIZ SOARES. REALMENTE NOSSA MEMÓRIA É BEM CURTA. A FUNALFA PODERIA RESGATAR A MEMÓRIA ESPORTIVA DA CIDADE

terça 02 março 2010 22:33


BALEIA E VEIGA: UM GIRO PELA CIDADE EM UM DIA DE FÚRIA

Fernando Luzi Baldiotti era cabo da Companhia de Guardas. Servimos no mesmo quartel. Baleia  como foi apelidado  era um preguiçoso no quartel, não corria, dormia demai, sacaneava os soldados  e comia mais que o necessário. Nos desfiles da Cia de Guarda era o que levava a bandeira da Companhia, aquela que é colocada na ponta do FAL para mostrar se o comandante está ou não no quartel. Mas Baleia não tinha no sangue a farda, mas o microfone. Super engraçado nas redações. Com seu porte GG  era visto por todos os cantos do campo, quando vestia a camisa da rádio. Tinha patrocínio da cabeça aos pés, portanto, era visto com facilidade, um out dor  ambulante e alvo certeiro de pedras e os terríveis sacos de xixi atirados em campo. Certo dia, o nosso diretor Nelson Veiga, aquele meio dez para as duas, resolveu pegar uma carona com Baleia. Não sei para onde foram, mas como ouvia a rádio dia e noite, também no carro do Baleia era natural que quisesse acompanhar nossa programação. Eis que Veiga mete o dedão no teclado do Motorádio da Brasilia  e não encontra a Capital. Veiga inconformado pergunta: " Porra, como pego a rrrádiooo nesta joça"? Baleia, com aquela calma de sempre respondeu: " Meu rádio só pega FM, só ouço a rádio Mancheste". Testemunha disseram que nunca ouviram tantos palavrões, desaforos, em dos tradicionais ataques de Veiga. Era  " Um Dia de Fúria "   por dia. Baleia, com aquele tamanhão, levou tanto susto que quase morreu de infarto. Veiga deixou o carro e furioso foi caminhando. Naquela época, o rádio portátil  era bastante utilizado com um fone chamado egoísta. Sem rumo, Veiga foi visto andando pelos lados da avenida Brasil. Certamente, depois de algumas colheradas de Lexotan  voltou ao normal. Baleia não foi demitido por não ouvir a Capital no seu carro, mas certamente nunca mais deu carona para o insuperável Veiga.

quarta 24 fevereiro 2010 18:59


MARACANÃ : A CASA DA MÃE JOANA

Blog de historiadoradiodejuizdefora :UM POUCO DA HISTÓRIA QUE VIVI E OUVI SOBRE O RÁDIO DE JUIZ DE FORA, MARACANÃ :   A CASA DA MÃE  JOANA

MEU PRIMO  PAULINHO TATU É TORCEDOR DO FLUMINENSE. SE BEM QUE NA MINHA FAMÍLIA SOU O ÚNICO BOTAFOGUENSE, SEMPRE ACHEI UNANIMIDADE BURRICE CONTEMPLADA. MAS, TATU FOI ASSISTIR JOGOS NO MARACANÃ, MAS NUNCA NA ARQUIBANCADA. ELE, COMO TANTOS OUTROS ERAM CONVIDADOS PELAS EMISSORAS DE RÁDIO PARA ENTRAR EM CAMPO: ISTO MESMO, A BEIRA DO GRAMADO, NO TÚNEL DA IMPRENSA. E O MAIS IMPORTANTE, SEM CREDENCIAL, SEM MICROFONE, SEM NADA. O QUE CONTO AGORA, ACONTECEU NA DÉCADA DE 80. PORTANTO, OS PROTAGONISTAS DESTA HISTÓRIA, MUITOS DELES JÁ ESTÃO EM OUTRA ESFERA ESPIRITUAL. ASSIIM, ACREDITO QUE A HISTÓRIA HOJE POSSA SER OUTRA COM A NOSSA GLORIOSA SUDERJ.

NA REALIDADE, QUEM GARANTIA O ACESSO AO CAMPO ERA UM PORTEIRO, CONTROLADOR DA IMPRENSA. E O SEGREDO PARA LEVARMOS PAI, MÃE, PRIMO, TIO, AMANTE , CACHORRO PARA DENTRO  DO MARIO FILHO  OU CABINES DE RÁDIO ,ERA UMA PARADINHA NA BATISTA DE OLIVEIRA, ENTRE MARECHAL E HALFELD. ALI EXISTIU UM FRIGORIFICO CHAMADO JACOBANA, QUE POR SINAL PATROCINOU UM TIME AMADOR COM O FAMOSO SEU ARNALDO E O CHARUTO FEDORENTO. COMPRAVAMOS ALGUNS QUILOS DE LINGUIÇA, CHURIÇO E QUEIJO MINAS E PARTIAMOS PARA A JORNADA ESPORTIVA. NA ENTRADA, NOSSAS CREDENCIAIS DELICIOSAS FICAVAM COM O NOSSO PORTEIRO, QUE AGRADECIA E ARREGANHAVA A CATRACA. NUNCA FOMOS INCOMODADOS, PELO CONTRARIO, ATÉ STINHAMOS DIREITO NO INTERVALO A SANDUICHES E GUARANÁ OFERECIDOS PELA SUDERJ. ALÉM DOS NOSSOS CONVIDADOS PODEREM SEGURAR O FIO DENTRO DO MARACA E FICAR LADO A LADO DOS NOSSOS ÍDOLOS DA ÉPOCA, COMO ZICO, DINAMITE, ANDRADE E POR AÍ AFORA. A COISA ERA TÃO BAGUNÇADA NO RIO, QUE UM TAL DE TIÃO MACACO ENTREVISTOU MUITA GENTE COM UM MICROFONE IMPROVISADO QUE NÃO FALAVA PARA LUGAR NENHUM. DIZEM AS BOAS LINGUAS QUE ATÉ PELÉ ENTROU NA ONDA DO MACACO, CONCEDENDO ANIMADAS ENTREVISTAS VESTINDO A CAMISA DO SANTOS.  MACACO,  TALVEZ TENHA LEVADO BANANAS PARA O PORTEIRO. OUTRAS BOAS LINGUAS CONTAM E O PRÓPRIO BEJANI ME CONFIRMOU, QUE OS AGRADOS TAMBÉM CHEGAVAM AOS JOGADORES. ZICO, POR EXEMPLO FOI CONTEMPLADO COM UM KIT JACOBANA PELOS MEMBROS DA NOSSA EQUIPE. MAS DIZEM TAMBÉM QUE A SENHORA SANDRA, MULHER DO ZICO TERIA SIDO ACOMETIDA COM UMA FERRENHA DOR DE BARRIGA NO DIA SEGUINTE.

ESQUECI DO MEU PRIMO TATU. NA ESTRÉIA NO MARACA QUASE FOI ENGOLIDO POR UMAS FERAS. SEM CONHECER DIREITO A ÁREA,  SENTOU-SE EM CIMA DE CÃES DA PM CARIOCA, QUE ESTAVAM DEBAIXO DO BANCO NO TÚNEL DE ACESSO. 

quarta 24 fevereiro 2010 18:39


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